O Santos, após vencer o esmeraldino dentro do Serra Dourada, encerrou e confirmou a boa campanha no Brasileirão 2013. Boa, visto a perda de jogadores como Rafael, Felipe Anderson e principalmente Neymar, somado ainda a saída do técnico Muricy Ramalho no início do campeonato nacional. Terminá-lo na sétima colocação como o fez, deve ser algo a comemorar.
No entanto, o futuro da equipe é incerto. Claudinei Oliveira não deve seguir no clube praiano e certamente, essa mudança deve criar uma dúvida para os santistas. "E ano que vem?"
O, ainda, atual treinador do Peixe fez um grande trabalho ao longo do campeonato. Rapidamente encontrou uma maneira da equipe atuar e, utilizando diversos jogadores, até então desconhecidos, provindos da base, fez com que o time possibilitasse boas esperanças ao torcedor para o ano seguinte.
Porém, a esperança de visar algo ambicioso ano que vem, pode ser mera ilusão ao fanático torcedor alvinegro.
A diretoria do clube já mantém conversas adiantadas com Oswaldo de Oliveira e provavelmente, o carioca treinará a equipe em 2014. Claudinei então, cairá. Contudo, há quem duvide se será essa a melhor decisão.
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| Técnico Oswaldo de Oliveira próximo de trocar o Fogão pelo Peixe. |
É possível que, se o jovem técnico fosse mantido no cargo e prosseguisse o trabalho que vinha se acertando durante a temporada, somado a reforços pontuais no carente elenco santista, a equipe pudesse sonhar alto. O elenco já assimilou a ideia do treinador e tudo vinha caminhando e evoluindo aos poucos. Há motivos para não dar sequência a essa evolução, e apostar na permanência do treinador no cargo?
A pergunta é exaustivamente conhecida, assim como sua resposta, pelo amante do futebol brasileiro.
A cultura isso, aquilo...
Esse histórico aprisionante de tempo máximo de cargo para um treinador em uma mesma equipe atormenta os ideais de audaciosos dirigentes, que não o são tanto assim, como queriam, na hora de pô-los em prática.
Caberá, um dia, ao dirigente de algum clube, quebrar tal tradição, e acreditar no trabalho a médio-longo prazo, com tanto sucesso em países europeus, todavia rejeitado no "País do Futebol".
Enquanto isso não acontece, segue a mais nova tentativa do Santos. Apesar de ter um bom trabalho em mãos, apostará em outro, visto, pelo clube, com mais segurança.
Tal segurança, ou a falta dela, pode ser justificada quanto a idade. Um ou outro, mais, ou menos experiente. São dois treinadores que já mostraram competência e que, se distinguem na maneira de trabalhar. A questão se dá no abandono de um trabalho já iniciado e em desenvolvimento, por outro que ainda terá de ser preparado.
Não que Oswaldo, não possa realizar um bom trabalho no octacampeão brasileiro, é até possível que o faça, trata-se de um grande treinador. Mas a necessidade de tal mudança é que se mostra discutível.
Pode-se considerar que, em situações como essa, a cultura do futebol brasileiro prevaleça. Desafiá-la parece muito arriscado para os clubes atualmente. Um dia ela pode mudar, quem sabe. Mudará quando, em ocasião parecida, os dirigentes a contestarem e buscarem o diferente, o inovador, o estranho.
A cultura do "sucesso" nos torneios nacionais pode ser mudada, e quem o fizer primeiro, poderá se destacar dos demais. Seja positivamente ou não. Porque não tentar?


